

Você já pegou um pote para guardar a sobra do almoço e passou cinco minutos procurando a tampa?
Abriu três, quatro, cinco, e nenhuma servia. No fim, cobriu com um pratinho e seguiu a vida.
Ou foi arrumar a mesa e descobriu que o garfo estava na máquina, a faca no escorredor e a colher, sabe-se lá onde. Ou quis tomar um café com calma e não achou um cantinho livre, porque a mesa estava cheia de contas, mochila, sacola do mercado e o dever de casa de alguém.
Acontece em muita casa. Na minha também
-Talvez não seja bagunça
Quando a cozinha está difícil de usar, é fácil pensar que a gente é desorganizada, que falta disciplina, que a casa dos outros é diferente. Eu acho que a nossa casa não é isso.
A cozinha é o cômodo mais usado da casa. Por ali passam compras, louça, crianças, pressa, a sobra de ontem e o plano de amanhã. É natural que ela vá se enchendo, porque trabalha o dia inteiro. Em vez de se cobrar, vale perguntar: o que, aqui, me atrapalha todos os dias? Quase sempre são duas ou três coisas, e não a cozinha inteira.






-Uma cozinha para viver, não para foto
Não precisamos de uma cozinha de revista. Aquela com potes iguais, etiquetas bonitas e bancada vazia e linda, mas a vida real tem pano de prato molhado, copo esquecido e feijão na panela.
Uma cozinha organizada, para mim, é onde você consegue cozinhar sem estresse e onde as pessoas se sentem bem de estar. É ali que muita gente conversa, reza, ri e se reconcilia. Se a organização ajuda nisso, ótimo. Se vira mais uma cobrança, vale repensar.
Organizadores que facilitam
o dia a dia


































